ec0ba3_4c3bc5531cf4443c8337a7f3be25fcca~mv2

APAE Anápolis assina termo de fomento para o repasse de $ 40 mil à Instituição

Valor veio do Fundo da Infância e Adolescência e foi entregue durante visita do prefeito Roberto Naves à Instituição

Representantes de 12 instituições de assistência social e a Prefeitura de Anápolis participaram da assinatura de um termo de fomento que garante o repasse de mais de R$ 460 mil reais, por meio do Fundo da Infância e Adolescência (FIA), para os projetos que irão atender crianças e adolescentes de Anápolis, fortalecendo as políticas municipais de garantia dos direitos. A assinatura aconteceu no auditório da Escola Maria Montessori, mantida pela APAE Anápolis, que foi uma das beneficiadas, recebendo o montante de R$ 40 mil. O próprio prefeito Roberto Naves esteve presente, aproveitando para conhecer parte das instalações da instituição. “É sempre uma satisfação poder contribuir com o trabalho da APAE Anápolis, renomada por fazer a diferença no município quando o assunto é saúde, educação especial e assistência social”, declarou ele.

Segundo o presidente da APAE Anápolis, Vanderley Cezário, o dinheiro já tem destino. Será usado para a aquisição de materiais e equipamentos para o atendimento dos alunos da Escola Maria Montessori. “Estamos muito agradecidos por recebermos esse dinheiro e, como contador, quero aproveitar para pedir que as pessoas destinem parte do seu Imposto de Renda para o FIA. É muito simples e não custa absolutamente nada a mais para o declarante. É essa contribuição que faz com que valores, como o do repasse de hoje, cheguem até nós”, informou. Além do presidente da APAE Anápolis e dos representantes das demais instituições, estiveram presentes ainda o Secretário Municipal de Educação, Alex Martins, a Secretária de Integração Social, Eerizânea Freitas e o presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente de Anápolis, Leandro Crosara.

ec0ba3_1126832ce5cd4294bb86bb83cab28b27~mv2

APAE Anápolis participa de encontro inédito no Instituto João Clemente, em São Paulo

Durante o encontro foi analisado o panorama atual da Triagem Neonatal no Brasil

A Coordenadora do Laboratório, Taís Pires Araújo, a assessora de saúde e Diretora da SBTEIM, Eliane Santos e a coordenadora do Ambulatório de Triagem Neonatal e Doenças Raras, Fernanda Arantes Goya, representaram a APAE Anápolis durante o evento

A APAE Anápolis esteve presente em um encontro inédito, promovido pela SBTEIM (Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal e Erros Inatos do Metabolismo), que reuniu representantes de todos os serviços de triagem neonatal das cinco regiões do Brasil, além de consultores do Ministério da Saúde, no Instituto Jô Clemente, em São Paulo. Durante o encontro foi analisado o panorama atual da Triagem Neonatal no Brasil, o papel da entidade nos últimos 22 anos e as ações empreendidas como as campanhas, congressos, aulas e oficinas em prol da educação dos profissionais da saúde e da população em triagem neonatal.

Também foi pauta a falta de políticas públicas, escassez de financiamento nas gestões locais a problemática da legislação. Durante os debates, a Dra. Eliane Santos, assessora de saúde da APAE Anápolis e Diretora da SBTEIM, destacou o momento histórico da reunião dos atores da triagem neonatal no encontro e a redação de um documento da situação de cada região do país, que será entregue ao Ministério da Saúde. Também representaram a APAE Anápolis no evento a coordenadora do Ambulatório de Triagem Neonatal e Doenças Raras, Fernanda Arantes Goya e a Coordenadora do Laboratório, Taís Pires Araújo.

b4e7db_37731d779c874a389073af1ffd6d8787~mv2

APAE ANÁPOLIS promove conscientização no Dia Mundial da Síndrome do Espectro Autista

Instituição diagnostica três casos por semana e possui 130 pacientes em tratamento atualmente

Muito se fala no autismo, mas não são muitas as pessoas que sabem exatamente o que é essa síndrome, que atinge 70 milhões de pessoas ao redor do mundo e cerca de dois milhões no Brasil. É por isso que o dia 2 de abril foi escolhido pela ONU para celebrar o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Em Anápolis, a APAE é a instituição que mais se destaca, oferecendo diagnóstico e tratamento para pacientes em todas as faixas do espectro. Sim, o nome correto para esse conjunto de características é Síndrome do Espectro Autista. De acordo com o presidente da APAE ANÁPOLIS, Vander Lúcio Barbosa, o termo “espectro” serve para dimensionar os vários graus de comprometimento que podem caracterizar o autismo. “Temos desde um caso muito leve de desatenção ou distração até uma total inabilidade de interação social, com crises de raiva, obsessão e comportamentos repetitivos”, explica ele.

Entretanto, segundo o presidente, com tratamento, é possível diminuir a gravidade desses quadros, trazendo benefícios para o paciente e para a família. “Os profissionais da APAE ANÁPOLIS são especialistas do mais alto gabarito, preparados para adequar as terapias e tratar o autismo em qualquer nuance de seu espectro”, afirma Vander. A coordenadora do serviço de reabilitação intelectual da entidade, a psicóloga Paulyane Cristine da Silva Oliveira, conta que, autistas sem comorbidades como a deficiência intelectual, podem, ao receber tratamento, passarem despercebidos, adaptando-se ao ambiente social com muita habilidade. Já aqueles que possuem outras complicações associadas, levam mais tempo para amenizar os sintomas. “Mesmo assim é preciso tratar para permitir que tenham a melhor qualidade de vida possível”, enfatiza ela.

É o caso de Henrique, de oito anos. Ele chegou à APAE aos três, com um quadro bem difícil, não aceitava as terapias, chorava muito era uma criança extremamente irritada e intolerante. Recebeu tratamento por cinco anos antes de ter alta, com fonoaudiólogos e psicólogos. Foi um grande esforço da equipe para devolvê-lo à família aprendendo a esperar, gostando das terapias e tornando-se uma criança alegre. A maior conquista do Henrique foi aprender a se expressar, mas ele aprendeu natação, joga bola e adora ouvir música. “O tratamento na APAE ANÁPOLIS” foi um divisor de águas pra todos nós”, declarou a mãe Andréia. “Hoje, ele estuda em uma escola especial chamada Projeto Refazer, onde todas as atividades são adaptadas, mas que exigem um grau de desenvolvimento, o que ele conseguiu alcançar na instituição”, completa.

Diagnóstico precoce

São muitas dúvidas e é exatamente por isso a necessidade da conscientização, gerando ação, conhecimento, capacitação e menos preconceito, objetivando alertar e esclarecer a sociedade para diagnosticar a doença logo cedo. Quanto mais cedo houver o diagnóstico, melhor será a qualidade de vida destes indivíduos e mais rápido o tratamento para não permitir que a doença avance com intensidade. Para quem não sabe do que se trata, o autismo é uma doença conhecida como “Transtornos de Espectro Autista” – TEA. Os transtornos do espectro autista (TEA), como o próprio nome sinaliza, englobam uma série de diferentes apresentações do quadro, que têm em comum:

• Maior ou menor limitação na comunicação, seja linguagem verbal e/ ou não verbal;

• Maior ou menor limitação na interação social;

• Comportamentos caracteristicamente estereotipados, repetitivos e com gama restrita de interesses.

Neste espectro o grau de gravidade varia desde pessoas que apresentam um quadro leve e com total independência e discretas dificuldades de adaptação (por exemplo, autistas de alto funcionamento, síndrome de Asperger) até aquelas que serão dependentes para as atividades de vida diárias ao longo de toda a vida. O autismo aparece nos primeiros anos de vida. Há vários níveis de autismo e alguns sintomas podem facilitar a identificar a doença o quanto antes. Os mais comuns são atraso na aquisição da linguagem, dificuldade de aprendizagem e de relacionamento, fobias, agressividade, comportamentos restritos e repetitivos, se incomoda com toques, com alguns sons, restrições alimentares.

Apesar de não ter cura, terapias, medicamentos e é claro, muito amor, podem proporcionar qualidade de vida para os pacientes e suas famílias. Após o diagnóstico, os pacientes devem fazer uma série de tratamentos e habilitação/reabilitação para estimulação das consequências que o autismo implica, como dificuldade no desenvolvimento da linguagem, interações sociais e capacidades funcionais. O azul foi adotado como a cor símbolo para representar a doença, por haver maior incidência em meninos, cuja proporção é de quatro meninos para uma menina.