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APAE implanta projeto para atendimento de idosos com deficiência física e auditiva

Recurso foi liberado pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, sob o comando de Lúcia Vânia, ex-senadora e atual chefe da pasta

Em seu último dia à frente da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, Lúcia Vânia marcou um belo gol em prol dos idosos com deficiência auditiva. Em vídeo conferência com o presidente da APAE, Vander Lúcio Barbosa, ela deu a tão esperada notícia sobre uma verba de R$ 709 mil, há muito esperada pela APAE ANÁPOLIS. O recurso é suficiente para manter o atendimento a 300 idosos durante 12 meses. “Eu e o governador Ronaldo Caiado temos um apreço muito grande pela APAE, uma ONG compromissada com a causa dos deficientes, com indiscutível credibilidade e merecedora de toda a nossa confiança”, declarou ela ao se despedir do presidente.

Vander comemorou a liberação da verba e explicou como o dinheiro vai ajudar os idosos em situação de vulnerabilidade física, mental e social. “Todos conhecem o estigma que o idoso carrega pelo simples fato de ter idade avançada. Imagine isso somado à uma deficiência. Agora acrescente a situação de pandemia, que já dura um ano. O resultado é uma categoria de pessoas deprimidas e isoladas “, detalha o presidente.

Ainda segundo ele, um projeto apresentado pela APAE ANÁPOLIS prevê a formação de uma equipe multidisciplinar para atender e acompanhar 300 idosos, nessas condições, durante um ano onde serão realizados mais de 900 atendimentos por mês. Psicólogos, fonoaudiólogo, assistentes sociais e técnicos de enfermagem vão acompanhar diariamente o progresso deles durante o tratamento. “Queremos ter certeza que eles não sejam rejeitados pela sociedade e que tenham suas capacidades otimizadas, entendendo e se fazendo entender no processo de comunicação”, explica.

A coordenadora de reabilitação auditiva da APAE ANÁPOLIS, Karla Cristina Andrade Ferreira, é uma das responsáveis pelo projeto. Ela diz que um grande aliado no tratamento do idoso nessas condições é o uso do aparelho auditivo. Entretanto, muitos enfrentam dificuldades na adaptação, abandonando o processo e se entregando à depressão e ao isolamento. “Esse projeto prevê a participação dos cuidadores e da família do paciente, peças fundamentais para que haja o apoio e auxílio necessário para bons resultados, além de um acompanhamento domiciliar para sanar todos os empecilhos possibilitando que o idoso possa se desenvolver plenamente, apesar de suas limitações”, conta.

Conhecedora do processo de reabilitação, Karla entende que é pouco provável, na maioria dos casos, que o atendimento apenas dentro da APAE possa reverter todos os danos que a perda auditiva causa no indivíduo idoso. “Para que ele não se feche num profundo isolamento, é necessário o empenho de uma equipe em restaurar seus laços sociais e familiares, enquanto ele recebe o tratamento de reabilitação dentro da APAE ANÁPOLIS. É isso que esse projeto vai fazer”, prevê.

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