Pense, reflita!

​O conto budista que nos ensina a ignorar quem nos machuca

01-01-2020

Este conto budista nos mostra que muitas vezes nossa felicidade pode depender da nossa capacidade de ignorar aqueles que nos prejudicam.

Por  CONTI outra

Estamos tão acostumados a reagir por impulso quando alguém nos machuca, que acabamos envenenando o nosso dia ou, às vezes, a nossa vida. Este conto budista nos mostra que muitas vezes nossa felicidade pode depender da nossa capacidade de ignorar aqueles que nos prejudicam.

Quantas vezes nos sentimos ofendidos, tristes, irritados com o comportamento dos outros? Estas reações são comuns e fazem parte do comportamento normal do ser humano. O problema surge quando os sentimentos negativos começam a aflorar e acabam nos desgastando.

Aprender a ignorar uma pessoa tóxica não é simples, mas envolve uma profunda mudança de atitude. Devemos aprender a abrir a mente e a ver as coisas sob um outro ponto de vista. Nesse sentido, falaremos da “aceitação radical”, uma técnica desenvolvida pela psicóloga Marsha M. Linehan da Universidade de Washington.

 

Do que se trata a aceitação radical?

Trata-se de aceitar algo sem julgamentos. Vamos dar um exemplo: quando alguém nos irrita com suas palavras ou com seus gestos, é porque nós mesmos esperamos determinados comportamentos daquele alguém, e rejeitamos um comportamento diverso daquele que tínhamos imaginado.

Segundo Linehan, essa rejeição alimenta a frustração, o ressentimento, o ódio ou a tristeza e, ao contrário, quando se pratica a aceitação radical, se aceita simplesmente o que quer que tenha acontecido, sem entrar no julgamento do mérito. A distância psicológica cria uma espécie de escudo e garante que, em uma ou em outra situação, não sejamos emocionalmente prejudicados.

O CONTO BUDISTA: Para ser feliz, é preciso ignorar

Dizem que uma vez, um homem se aproximou de Buda e, sem dizer uma palavra, cuspiu-lhe em seu rosto. Seus discípulos ficaram super bravos.

Ananda, o discípulo mais próximo, perguntou a Buda:

– Dê-me permissão para dar a este homem o que ele merece!

Buda se enxugou calmamente e respondeu a Ananda:

– Não. Vou falar eu com ele.

E juntando as palmas das mãos em sinal de reverência, Buda disse ao homem:

– Obrigado. Com seu gesto, você permitiu que eu visse que a raiva me abandonou. Estou extremamente agradecido. Seu gesto também mostrou que Ananda e os outros discípulos ainda são assaltados pela raiva. Obrigado! Somos muito gratos!

Obviamente, o homem não acreditou no que ouviu, ele se sentiu comovido e angustiado. Ele não conseguia explicar o que tinha acontecido. Ele foi acometido por um tremor por todo o corpo e seu suor molhou os lençóis onde dormiu. Em sua vida, nunca havia conhecido um homem com um carisma tão forte. O Buda modificou todos os seus pensamentos e todo o seu modo de viver e de agir.

Na manhã seguinte, o homem voltou ao mestre e jogou-se aos seus pés. Então o Buda se voltou para Ananda:

– Você viu? Esse homem voltou para me dizer algo. Esse gesto de tocar meus pés é a maneira dele de me dizer algo que não poderia ser explicado em palavras.

O homem olhou para o Buda e disse:

– Perdoe-me pelo que fiz com você ontem.

O mestre respondeu que não havia nada para perdoá-lo e explicou-lhe:

– Como o fluxo do Ganges faz com que suas águas nunca sejam as mesmas, então nenhum homem é o mesmo de antes. Eu não sou a mesma pessoa com a qual você esteve ontem. E nem mesmo aquele que me cuspiu, está agora aqui. Não vejo ninguém tão bravo quanto a ele. Agora você não é mais o mesmo homem de ontem, você não está fazendo nada comigo, então não há nada de que eu possa te perdoar. As duas pessoas, o homem que cuspiu e o homem que recebeu o cuspe, já não estão mais aqui. Então, agora vamos falar de outra coisa.

***

O que Buda nos ensina com essa história?

A pessoa sincera e justa não tem motivos para reagir às ofensas porque estas provêm da imagem que uma mente distorcida pode ter, e não da realidade dos fatos. Então, se alguém se comportar mal com você, não deixe sua atitude alterar seu equilíbrio psicológico. Isso só prejudica você e à quem você dá muita importância.

Buda então nos ensina que as coisas podem mudar rapidamente, e também que devemos ter inteligência para compreender isso. Às vezes, passam-se meses antes das desculpas chegarem (se é que chegam), mas o mestre nos diz que não há motivo para levar a mal algo que, tendo passado, no presente já não existe mais.

Cuidado: O tóxico das relações pode ser você!

11-03-2019

Fonte: Conti Outra

Se tem uma coisa que aprendi cedo é que, para muitas pessoas, é muito mais fácil culpar os outros do que assumir a responsabilidade sobre os próprios atos.

“Minha amiga se afastou porque tem inveja de mim.”
“Meu namoro acabou porque ele não prestava”.
“Perdi o emprego porque o patrão não me valorizava”.
“Não falo com meus familiares porque eles não prestam”.
“Meu vizinho não gosta de mim porque ele é insuportável”.

Você não faz ideia de quantas vezes por dia eu ouço isso.
E, muitas vezes, é verdade. Mas, nas outras, o problema é a pessoa.

É prazeroso estar ao seu lado?
As pessoas te respeitam ou tem medo de você?
Como você trata as pessoas?
Você pede ou exige coisas?
O que você oferece em troca?

Recentemente passei por uma situação que me fez pensar muito. Uma conhecida estava me pressionando para dedicar tempo e atenção a ela. Fazia isso tantas vezes que eu comecei a sentir culpa por não ter tempo ou vontade de fazer certos programas que não gosto com ela.

Quando me dei conta do que estava fazendo, fui clara e enfática. Deixei claro como estava me sentindo. A pessoa, claro, tentou inverter a situação: “não é bem assim”, “isso é porque gosto de você”, etc. Uma visível manipulação.

Quando me encontrou conversando com uma grande amiga, deu um escândalo: “a mim você não visita”; “comigo você não faz isso”; etc. Fiquei extremamente constrangida e deixei claro o quanto me senti triste e magoada com aquela situação. E, adivinha? A culpa, segundo a pessoa, ainda era minha: “está magoada porque sabe que é verdade”; “eu fiz isso de brincadeira”; “essa é a forma que lido com minhas amigas”; “você quem não entende”. Parece familiar?

Só quem já viveu ou vive um relacionamento abusivo pode compreender como essa situação é complicada e triste. Amizade, namoro, casamento, trabalho, família… Têm pessoas tóxicas em todo lugar.

O manipulador quer que você sinta culpa e responsabilidade pelas ações dele. Na cabeça da pessoa carente, é a sua obrigação suprir as necessidades dele de amor, felicidade, companhia e etc. Eles minimizam as coisas ruins que fazem com você, invertem o jogo e, na maioria das vezes, sempre conseguem o que querem.

“Eu te agredi por sua causa”
“Eu fiz isso porque amo você”
“Você me obriga a tomar decisões drásticas”
“Estou triste por sua culpa”
“Me sinto sozinho porque você não me dá atenção!”
“Te ligo 15 vezes ao dia porque te amo”
“Olho seu celular e leio as conversas pelo bem da nossa relação”.
“Eu menti porque você me obrigou!”

Reconhece estas afirmações? Usa-as com, frequência? Então, o tóxico é você!

Entenda que, quando uma pessoa faz algo por obrigação e não por prazer, todo o resto tende a dar errado. E ninguém consegue passar a vida negando sua essência. Uma hora, a pessoa vai se sentir sufocada, amedrontada, se cansar e se afastar dessa relação. (Ou pelo menos deveria ser assim).

Você provavelmente está causando danos psicológicos e emocionais no outro sem nem perceber. Fazendo o outro se sentir menor, culpado, triste. E isso, definitivamente, não é amor!

Como deixar de ser tóxico

Quando você se ama, se conhece, confia em si mesmo e no próprio potencial, entende o que merece. Você compreende que a essência do amor é a liberdade, o respeito e a confiança. Percebe que é impossível e desnecessário controlar os sentimentos e ações dos outros. Entende que as coisas mais valiosas que os outros podem dar a você são dadas por livre e espontânea vontade e não por medo ou pressão. O que é dado por obrigação não compensa!

Ame-se tanto que o mundo não terá outra alternativa que não seja te amar também. Respeite-se tanto que ninguém ousará desrespeitar você. Aprecie sua própria companhia, e todos a apreciarão também. Compreenda o seu espaço e a sua liberdade e todas as suas relações irão fluir da melhor forma possível.

Não dê ao outro o poder da sua felicidade.
Você deve ser o protagonista da sua própria vida!

Cópia do: Exaustão emocional, a consequência de tentar ser forte a todo momento

11-03-2019

Fonte: A Mente é Maravilhosa

A exaustão emocional é um estado atingido pela sobrecarga de esforço. Neste caso, não falamos apenas de excessos de trabalho, mas também de assumir conflitos, responsabilidades ou estímulos emocionais ou cognitivos.

A exaustão emocional não vem de um momento para outro. Trata-se de um processo que ocorre lentamente, até que haja um ponto em que a pessoa entra em colapso. Essa quebra a submerge em paralisia, depressão profunda ou doença crônica. Ocorre um colapso na vida da pessoa, porque ela literalmente já não aguenta mais.

“Nada pesa tanto quanto o coração, quando está cansado”.
-José de San Martín-

Embora a exaustão emocional seja sentida como cansaço mental, geralmente está acompanhada de uma grande fadiga física. Quando isso acontece, há uma sensação de peso, de incapacidade de seguir em frente. Caímos, então, em uma inércia da qual é difícil sair.

As causas do esgotamento emocional

O esgotamento emocional se origina porque há um desequilíbrio entre o que damos e o que recebemos. Aqueles que são vítimas disso dão tudo o que podem de si mesmos, seja no trabalho, em casa, no relacionamento ou em qualquer área.

Em geral, isso ocorre em áreas onde há uma grande exigência, que por sua vez, aparentemente, exige grandes sacrifícios. Por exemplo, em um trabalho onde há um alto risco de demissão. Ou em uma casa cujos membros estão cheios de problemas e exigem atenção. Também quando temos um relacionamento conflituoso ou com sérias dificuldades.

O comum é que a pessoa exausta não tenha tempo para si mesma. Tampouco recebe reconhecimento, carinho ou consideração suficiente. Espera-se que ela se “renda” o tempo todo. Como se não tivesse necessidades, ou como se fosse mais forte que o resto e pudesse aguentar tudo.

Os primeiros sintomas de exaustão

Antes que apareça a exaustão emocional propriamente dita, há algumas indicações que a anunciam. São sinais aos quais, em geral, não são dados muita importância. Se os notarmos, as medidas podem ser tomadas a tempo.

Os sintomas iniciais da exaustão emocional são:

Cansaço físico - A pessoa se sente cansada com frequência. A partir do momento em que abre os olhos, sente como se fosse extremamente árduo o que a espera no dia.

Insônia - Por mais contraditório que pareça, uma pessoa com exaustão emocional apresenta dificuldade para dormir. Sempre tem problemas aos quais dedica tempo demais e que fazem com que seja difícil pegar no sono.

Irritabilidade - Há desconforto e perda de autocontrole com certa frequência. A pessoa exausta parece mal-humorada e é muito sensível a qualquer crítica ou gesto de desaprovação.

Falta de motivação - Quem sofre de exaustão emocional começa a agir mecanicamente. Como se fosse obrigado a fazer o que faz o tempo todo. Não tem entusiasmo ou interesse em suas atividades.

Distanciamento afetivo - As emoções começam a ficar cada vez mais planas. É como se, na verdade, a pessoa não sentisse praticamente nada.

Esquecimentos frequentes - A saturação de informações e/ou estímulos leva a falhas na memória. Esquecem com facilidade as pequenas coisas.

Dificuldades para pensar - A pessoa se sente confusa com facilidade. Cada atividade implica um gasto maior de tempo do que antes. Raciocina lentamente.

As saídas para a exaustão emocional

A melhor maneira de superar a exaustão emocional é, naturalmente, descansando. Você tem que encontrar tempo livre para relaxar e ficar calmo. As pessoas que se exigem muito passam anos sem, por exemplo, tirar férias. Isso não pode acontecer. Mais cedo ou mais tarde, só leva à fadiga. Então, uma boa ideia é tirar alguns dias para dedicar ao descanso.

Outra solução é trabalhar para construir uma atitude diferente diante das obrigações diárias. Cada dia deve incluir horários para dedicar aos compromissos e também momentos para descansar e realizar atividades que sejam gratificantes. Devemos deixar de lado as obsessões de perfeição ou realização.

Finalmente, é muito importante nos sensibilizarmos com nós mesmos. Para isso, nada melhor do que dedicar um momento a cada dia para ficarmos sozinhos. Respirar, nos reconectar com o que somos e com o que desejamos. É fundamental desenvolver uma atitude de compreensão e bondade com nós mesmos. Caso contrário, mais cedo ou mais tarde, será impossível seguir adiante.

10 filmes para quem entende que a empatia é um dos maiores valores da vida!

11-03-2019

Não são poucos os filmes que nos fazem estremecer quando notamos que, vestidos na pele de seus personagens e vivendo suas histórias, talvez nós não tivéssemos recursos para reagir. Nós vemos o quanto pode “pesar a cruz” do outro e percebemos que “olhar de longe”, mesmo que com compaixão, não faz com que o ajudemos em sua jornada.

É fato que nós nunca saberemos exatamente, a não ser que já passou por isso, como é ser perseguido por sua cor, credo ou religião.

Não sabemos como é ser abusado ou mesmo ser uma mulher na corpo de um homem. Só quem passa por isso pode dizer e sentir sua própria experiência. Entretanto, quando nos envolvemos sinceramente e de coração aberto em uma história, passa a ser possível, por algum tempo,  que vistamos a pele de seus personagens, e imaginemos como seria. Nesses momento, novas perspectivas se abrem e repensamos nossos valores e escolhas. Identificamos que o que é simples para uma pessoa pode ser quase impossível para outra e podemos nos solidarizar e sermos mais gentis e até mesmo militantes no dia a dia.

 

Os filmes selecionados abaixo certamente tocarão a alma de pessoas sensíveis, pois lhes permitirão essa proximidade com a dificuldade de um outro alguém.  E, nesses casos, sentir a dor do outro é uma grande maneira de crescer, pois, no futuro, saberemos melhor o que temos que concretamente fazer.

1- Os meninos que enganavam os nazistas

(para sentir na pele o que é o xenofobismo)

 

Baseado no livro homônimo de Joseph Joffo. Baseado na história real descrita pelo autor, em meio ao medo, os irmãos judeus Joseph e Maurice se separam da família durante a Segunda Guerra Mundial, quando a França está ocupada pelos nazistas. Os dois têm de encontrar coragem e desenvolver estratégias para fugirem dos alemães, enquanto tentam reencontrar seus pais.

O filme pode ser encontrado no Youtube.

2- A garota dinamarquesa

(para sentir na pele como uma  pessoa percebe que possui uma identidade de gênero oposta a de seu nascimento)

 

Cinebiografia de Lili Elbe (Eddie Redmayne), que nasceu Einar Mogens Wegener e foi a primeira pessoa a se submeter a uma cirurgia de mudança de gênero. Em foco o relacionamento amoroso do pintor dinamarquês com Gerda (Alicia Vikander) e sua descoberta como mulher. Censura 14 anos.

(em 20-08-2018 está disponível na Netflix, mas o filmes podem sair do catálogo sem aviso prévio.)

3- O quarto de Jack

(para sentir na pele a realidade de uma mulher sequestrada e acompanhar parte da infância de criança que nasceu em cativeiro)

 

Joy (Brie Larson) e seu filho Jack (Jacob Tremblay) vivem isolados em um quarto. O único contato que ambos têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick (Sean Bridgers), que os mantém em cativeiro. Joy faz o possível para tornar suportável a vida no local, mas não vê a hora de deixá-lo. Para tanto, elabora um plano em que, com a ajuda do filho, poderá enganar Nick e retornar à realidade. Censura 14 anos

(em 20-08-2018 está disponível na Netflix, mas o filmes podem sair do catálogo sem aviso prévio.)

4- Para sempre Alice

(para sentir a dor, o medo, as adaptações, os lutos e recomeços de pessoas que têm suas vidas completamente modificadas por um diagnóstico de Alzheimer)

 

A Dra. Alice Howland (Julianne Moore) é uma renomada professora de linguistica. Aos poucos, ela começa a esquecer certas palavras e se perder pelas ruas de Manhattan. Ela é diagnosticada com Alzheimer. A doença coloca em prova a a força de sua família. Enquanto a relação de Alice com o marido, John (Alec Baldwinse), fragiliza, ela e a filha caçula, Lydia (Kristen Stewart), se aproximam. Censura 12 anos.

(em 20-08-2018 está disponível na Netflix, mas o filmes podem sair do catálogo sem aviso prévio.)

5- Me chame pelo seu nome (Call Me By Your Name)

(Nesse caso podemos acompanhar o enamoramento de um rapaz que identifica, através de uma grande paixão, que possui interesse por homens.)

 

O sensível e único filho da família americana com ascendência italiana e francesa Perlman, Elio (Timothée Chalamet), está enfrentando outro verão preguiçoso na casa de seus pais na bela e lânguida paisagem italiana. Mas tudo muda quando Oliver (Armie Hammer), um acadêmico que veio ajudar a pesquisa de seu pai, chega. Censura 14 anos

PS: esse eu assisti pelo Popcorn Time

6- A Troca

(Para sentir a dor de uma mãe que, se por um momento se auto engana, depois volta a lutar desesperadamente pelo seu filho)

 

Los Angeles, março de 1928. Christine Collins (Angelina Jolie), uma mãe solteira, se despede de Walter (Gattlin Griffith), seu filho de 9 anos, e parte rumo ao trabalho. Ao retornar descobre que Walter desapareceu, o que faz com que inicie uma busca exaustiva. Cinco meses depois a polícia traz uma criança, dizendo ser Walter. Atordoada pela emoção da situação, além da presença de policiais e jornalistas que desejam tirar proveito da repercussão do caso, Christine aceita a criança. Porém, no íntimo, ela sabe que ele não é Walter e, com isso, pressiona as autoridades para que continuem as buscas por ele.

(em 20-08-2018 está disponível na Netflix, mas o filmes podem sair do catálogo sem aviso prévio.)

7- 12 anos de escravidão

(E se você pudesse acompanhar como foi a vida de um homem que permaneceu escravo por 12 anos? Talvez seu olhar com relação as brincadeiras racistas mude.)

 

1841. Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor) é um escravo liberto, que vive em paz ao lado da esposa e filhos. Um dia, após aceitar um trabalho que o leva a outra cidade, ele é sequestrado e acorrentado. Vendido como se fosse um escravo, Solomon precisa superar humilhações físicas e emocionais para sobreviver. Ao longo de doze anos ele passa por dois senhores, Ford (Benedict Cumberbatch) e Edwin Epps (Michael Fassbender), que, cada um à sua maneira, exploram seus serviços.

(em 20-08-2018 está disponível na Netflix, mas o filmes podem sair do catálogo sem aviso prévio.)

8- Grandes olhos

(A história desse filme, baseado em fatos reais, nos mostra- e nos faz sentir- até que ponto um casamento abusivo pode chegar)

 

O drama apresenta a história real da pintora Margaret Keane (Amy Adams), uma das artistas mais comercialmente rentáveis dos anos 1950 graças aos seus retratos de crianças com olhos grandes e assustadores. Defensora das causas feministas, ela teve que lutar contra o próprio marido no tribunal, já que o também pintor Walter Keane (Christoph Waltz) afirmava ser o verdadeiro autor de suas obras.

(em 20-08-2018 está disponível na Netflix, mas o filmes podem sair do catálogo sem aviso prévio.)

9- O castelo de vidro

(Aqui vemos como crianças crescem em meio a uma família disfuncional e marcada por transtornos psiquiátricos)

 

Baseado no livro “Castelo de Vidro” (que é maravilhos!), da jornalista Jeanette Walls, a trama retrata a infância da escritora, criada com os irmãos no seio de uma família desequilibrada, bastante pobre e nômade.

O filme pode ser encontrado no Youtube.

10- Intocáveis

 

Philippe (François Cluzet) é um aristocrata rico que, após sofrer um grave acidente, fica tetraplégico. Precisando de um assistente, ele decide contratar Driss (Omar Sy), um jovem problemático que não tem a menor experiência em cuidar de pessoas no seu estado. Aos poucos ele aprende a função, apesar das diversas gafes que comete. Philippe, por sua vez, se afeiçoa cada vez mais a Driss por ele não tratá-lo como um pobre coitado. Aos poucos a amizade entre eles se estabele, com cada um conhecendo melhor o mundo do outro.

10 dias de amor próprio para elevar suas chances de ser realmente FELIZ

01-01-2020

No frigir dos ovos, na corrida diária para dar conta das obrigações e na obediência social de olhar mais para fora do que para dentro, acabamos nos esquecendo de cuidar de nós mesmos.

A sabedoria milenar oriental garante que quando nos amamos e dedicamos sem culpa esse amor a nós mesmos, crescemos em alegria e nos tornamos mais produtivos, além de mais capazes de olhar com amor para o outro.

Segue aqui uma rotina de 10 dias de amor próprio para resgatar a capacidade de gostarmos mais dessa pessoinha carente de afeto que nos olha do outro lado do espelho!

Vamos lá?!

1º dia – Dê bom dia a si mesmo! Ao acordar, foque sua atenção por alguns minutos em suas qualidades. Enumere-as mentalmente e dê um caloroso “BOM dia!” a cada uma delas.

2º dia – Tome um banho à luz de velas. Recolha-se no final do dia e permita-se o luxo de tomar seu banho em paz! Ponha uma música agradável, acenda uma velinha cheirosa. E deixe ir embora com água todo o peso das obrigações do dia.

3º dia – Respire conscientemente! Tire 5 minutos por dia para apenas respirar! Preste atenção no ar que entra e sai dos seus pulmões! Absorva as boas energias e dê adeus às energias negativas. Adeus! Não, até breve!

4º dia – Dê uma boa gargalhada todos os dias! Pode ser assistindo a um vídeo engraçado, batendo papo com seu amigo espirituoso ou ouvindo programas de bom humor. Ria! Rir até ajuda a emagrecer, sabia?!

5º dia – Dê uma boa analisada em seus hábitos alimentares. Coma frutas! Aumente o consumo de verduras e legumes! Evite o açúcar! Cozinhe algo gostoso para saborear em sua própria companhia! Não coma em pé ou com pressa! Agradeça pelo alimento que você estiver entregando ao seu corpo. E coma sem culpa!

6º dia – Beba um copinho de água a cada hora! Um corpo devidamente hidratado tem mais chances de envelhecer menos rapidamente e de absorver melhor os nutrientes. Água limpa, harmoniza e purifica! Não troque um bom copo de água por refrigerantes ou sucos de caixinha!

7º dia – Faça algo novo, desafiador que você acredita ser difícil! É vencendo pequenos obstáculos que nos tornamos mais fortes para vencer os obstáculos maiores!

8º dia – Observe a sua postura! Você anda com a coluna ereta e os quadris encaixados? Ou você tem andado meio curvado? Se trabalhar sentado, dê uma voltinha a cada uma hora. Estique-se! Alongue pernas, braços, dedos, solte os ombros e gire o pescoço! Cinco minutinhos de cuidados com seu corpo a cada hora vão fazer maravilhas por você!

9º dia – Escreva uma carta para aquela pessoa que lhe fez algum mal, magoou você, deixou você triste ou mesmo bravo… Leia em voz alta, como se a pessoa estivesse à sua frente. Queime a carta; e, junto com ela, a sua mania de ficar invocando a pessoa com frequência.

10º dia – Perdoe-se! Erramos todos. E erraremos muito ainda. Olhe para seus erros com compaixão. Culpar-se não resolve nada. Analise a fonte do erro. Repare o erro e “bola para frente”!

Para todos os outros dias de sua vida: encontre novas formas de ancorar a alegria e acrescente a esta valiosa listinha. Pense positivo! Seja hoje uma pessoa melhor do que foi ontem! E… seja mais feliz!

Como dar vida às nossas vidas

08-10-2018

Há um antigo ditado japonês:
"Se houver relacionamento, faço; se não houver relacionamento, saio". 
Um Mestre Zen, no final do século passado, fez a seguinte alteração:
"Havendo relacionamento, faço; não havendo, crio relacionamento".

Essa mudança de paradigma é extremamente importante. Devemos também lembrar que criar um relacionamento não significa, necessariamente, obter resultados imediatos, embora muitas vezes estes ocorram.

Novos relacionamentos em padrões antigos perdem seu significado. Precisamos criar relacionamentos a partir de novas maneiras de nos relacionar, de ver o mundo, de ser, de inter ser. Essa nova maneira pode, inclusive, recarregar de energia positiva antigos relacionamentos.

Para descobrirmos novas maneiras precisamos, primeiramente desenvolver a capacidade de perceber como estão nossos relacionamentos atuais.

Observe e considere meticulosamente a si mesmo. Perceba como está se relacionando em casa, na rua, no trabalho, no lazer. Perceba como respira, como anda, como toca nos objetos, como usa sua voz, como são seus gestos e como são seus pensamentos e os não pensamentos. Esse observar não deve ser limitante, constrangedor, confinador. Apenas observe. Como você se relaciona com o meio ambiente, biodiversidade, reciclagem, justiça social, melhor qualidade de vida, guerras, violência, terror, paz, harmonia, respeito, garantia dos Direitos Humanos? Como você e o seu logos se relacionam entre si e em relação aos projetos de sucesso, de lucro, de desenvolvimento e progresso de sua organização?

Como está se relacionando com o mais íntimo de si mesmo, com a essência da Vida, com o Sagrado?

Será que é capaz de ver, ouvir, sentir e perceber a rede de inter relacionamentos de que é feita a vida? Percebe e leva em consideração, na tomada de decisões, a interdependência?

Tanto individualmente, como no coletivo, nossa participação e compreensão como estão? Será que estamos conscientemente vivendo nossas vidas e direcionando nossos pensamentos, ações e palavras para o sentido de mudança que queremos e sonhamos?

Mahatma Gandhi disse: "Temos de ser a transformação que queremos no mundo".

Geralmente pensamos no mundo como alguma coisa distante e separada de nós, mas nós somos a vida do universo em constante movimento. Podemos até dizer que o mundo somos nós. Nossa vida forma o mundo, é o mundo, não apenas está no mundo. Inclui todas as formas de vida e seus derivados e nos inclui neste instante, instante após instante. Há um monge chinês do século VII, Gensha Shibi , que dizia : "O Universo é uma jóia arredondada. Somos a vida desse universo em constante transformação. Nada vem de fora, nada sai para fora".

De momento a momento tudo está mudando, nós fazemos parte dessa mudança e podemos escolher, discernir qual o caminho que queremos dar a esse constante transformar. É por isso que digo que a transformação começa em nós. Na verdade vai além de apenas começar. É em nós. Nossa capacidade humana de inteligência e compreensão nos permite fazer escolhas. E o que estamos escolhendo?

Outra frase de Mahatma Gandhi:
"Quando uma pessoa dá um passo em direção à Paz, toda a humanidade avança um passo em direção à Paz"

A minha decisão, a sua decisão pode transformar ou influenciar a direção da mudança.
Há um sutra budista que descreve o mundo como uma rede de inter relacionamentos. Como se fosse uma imensa teia de raios luminosos e em cada intersecção uma jóia capaz de receber essa luz e emitir raios em todas as direções. Qualquer pequena mudança afeta o todo. Cada ser que se transforme em um ser de paz, de harmonia, de ternura, carinho e respeito pela vida em todas as suas formas estará sendo uma mudança viva e influenciando tudo e todos.

Qual o primeiro passo? Conhecer a si mesmo. Conhecer nossos mecanismos.

O que nos afeta, nos incomoda? O que nos alegra? O que nos irrita? Como transformar a raiva em compaixão? Como transformar o desafio em competição leal, justa, empreendedora, enriquecedora? Sem nos preocuparmos com os créditos, se formos capazes de fazer o bem, não fazer o mal, fazer o bem aos outros estaremos transformando nossos lares, nossas amizades, nosso ambiente de trabalho, nossas organizações, nossas cidades, estados, países, nações, mundo... e a nós mesmos...no florescimento da Cultura da Paz.

"Estudar o Caminho de Buda é estudar a si mesmo. Estudar a si mesmo é esquecer-se de si mesmo. Esquecer-se de si mesmo é ser iluminado por tudo que existe. Transcender corpo e mente seu e dos outros. Nenhum traço de iluminação permanece e a Iluminação é colocada à disposição de todos os seres." (Mestre Zen Eihei Dogen - 1200-1253)

É importantíssimo que iniciemos este "estudar a si mesmo", já. Cada um de nós que perceber seu próprio mecanismo ficará em controle desse mecanismo e não mais à mercê de seus sentimentos e emoções, desejos e frustrações, puxado, empurrado, espremido e puxando, empurrando, espremendo - envenenados pela ganância, raiva e ignorância.

Imagine um mundo aonde podemos brilhar uns para os outros, sem ódios, mas com carinhoso respeito e terna compreensão. Percebendo nossas diferenças, aceitando a diversidade da vida e juntando nossas capacidades tanto intelectuais como físicas na construção desse verdadeiro Céu, Paraíso, Terra Pura, Shambala de que falam as religiões, todas elas.

Cabe a nós, a cada um de nós criar esse relacionamento de carinho com a vida, de ternura com todos os seres, de compreensão, de sabedoria e compaixão para percebermos o Caminho Iluminado e o Nirvana permeando toda a existência.
Isso é dar vida à nossa própria vida.

Texto: Monja Coen

Às vezes dar um tempo é o nosso jeito de colocar a vida nos eixos

10-09-2018

Às vezes a gente acorda e dar um tempo parece ser a melhor opção. Dar um tempo de tudo: das situações em que entramos, das nossas coisas e de certos relacionamentos que mantemos, inclusive. Mas dar um tempo não é adiar a vida ou fugir dela. Dar um tempo também não é para ficarmos invisíveis aos problemas ou alheios aos sentimentos de quem nos importamos. Às vezes dar um tempo é o nosso jeito de colocar a vida nos eixos, só isso.

Às vezes dar um tempo das situações é respirar de longe. Mas longe mesmo. Porque o corpo pede e a alma necessita recarregar as energias. De vez em quando esse é o caminho mais saudável para nos curarmos, para nos reerguermos. Não dá para segurarmos tudo o tempo inteiro. A gente também cansa e, sem mais nem menos, tropeçamos em nossas escolhas. Dar um tempo é bom porque ajuda nessas entrelinhas. Evita da gente se machucar e também da gente ferir.

Às vezes dar um tempo das nossas coisas é o que precisamos para repará-las sob outra perspectiva. Para separarmos o que será aproveitado e o que o deve ser descartado. Porque não faz sentido o acúmulo, o apego, o não deixar certas coisas irem embora. Algumas deixarão espaços difíceis de serem preenchidos, é verdade. Mas outras simplesmente não servem mais, e acontece. É aí o momento em que renovamos, em que mudamos de prioridades, de gostos.

E às vezes dar um tempo de certos relacionamentos significa amadurecimento. Amadurecimento para diferenciarmos se algumas dessas relações são presenças ou ausências. Se algumas ainda são amores que somam ou laços que sufocam. O quanto antes perdemos o costume de insistirmos nos relacionamentos vazios e sem uma via de mão dupla, mais conseguiremos escapar das ilusões que o coração nos prega vez ou outra.

Às vezes dar um tempo é o nosso jeito de encontrar um equilíbrio que seja acolhedor e gentil ao nosso interior, só isso.

O Natal está chegando, prepare seus melhores sentimentos!

01-01-2020

Estamos vivendo o período mais festivo do ano. Tempo de confraternização, presentes, encontros e reencontros. Deixe-se levar pelos bons sentimentos que estão no ar e aproveite a festa; permita-se contagiar por eles.

Sinta o prazer de estar mais perto, apreciando a companhia de quem lhe quer bem. O Natal é exatamente isso: um tempo em que as pessoas permitem-se ficar mais próximas umas das outras e experimentar as boas emoções de forma mais intensa.

Nenhuma época do ano é tão propícia para reflexão quanto essa. Nesse momento são feitos pequenos balanços e tudo é colocado na ponta do lápis; a alegria pelo que deu certo é exposta, o que faz deste um tempo de sorrisos abundantes; e novas expectativas são lançadas, em favor de acertar o que não deu certo até então. Permita-se entrar neste clima e analisar como foi o desenrolar desses últimos meses.

No Natal as pessoas tornam-se mais abertas ao diálogo e mais dispostas a retomar as relações que não foram bem-cuidadas ao longo do ano. Aproveite para rever as suas e fazer os ajustes necessários para que sejam mais prazerosas daqui para frente. É a época perfeita para resgatar a proximidade com familiares e amigos que andam meio distantes de você.

Aproveite também para fazer as pazes consigo mesmo, com a balança e com o espelho. Não perca tempo contrariando o fato de que você é uma pessoa especial por ser exatamente como é.

Pense também nos sentimentos que quer cultivar. Neste tempo o que mais se quer é Paz e Amor no coração. Projete os mesmos desejos para os meses que se seguirão. Busque acima de tudo, viver de forma pacífica com as pessoas que estão à sua volta. Livre-se de intrigas e relacionamentos pouco saudáveis. Isso o ajudará a viver em paz consigo e a sentir-se mais amado.

Por fim, comemore com entusiasmo e leveza. Pense em quanto você é afortunado em poder celebrar mais este Natal. E seja grato! Você recebeu uma dádiva e deve celebrá-la. Afinal, a vida é o presente mais incrível que existe.

– Para você, Paz e Luz neste Natal!

Texto: Conti Outra

Alessandra Piassarollo

03-07-2017

Descobrindo quem eu não sou.

Quem nós somos? Quem eu sou? Como me descobrir? Como perceber o que sou? Como estar consciente? É possível controlar meus pensamentos? Posso dominar as minhas emoções?

Segundo a tradição védica (Indiana), para descobrir quem somos, primeiro é necessário descobrir quem ou o que não somos. É necessário descobrir que não somos isso ou aquilo, que não somos o corpo, que não somos os pensamentos, que não somos a emoção, que não somos uma identidade, que não somos um nome, que não somos um número.

Ao se desfazer de todo esse véu de identidades, é possível ter um vislumbre de quem realmente somos: a consciência, o observador, a testemunha.

  • Você não é o seu corpo. O seu corpo é feito de mais de milhões de células e essas células estão morrendo e se reformulando a todo tempo. As células são feitas de átomos, que são iguais a qualquer átomo no universo ao redor de nós. Nesse exato momento, vários processos estão ocorrendo no seu corpo: digestão, crescimento de pelos, ativação do sistema imunológico. Tudo acontece sem o seu esforço.

  • Você não é os seus pensamentos. Pensamentos continuam indo e vindo, não importa o quanto você foca ou medita. Aos estar consciente dos seus pensamentos, você se percebe algo antes (além) dos seus pensamentos. Se você fosse os seus pensamentos, não seria capaz de percebê-los. Perceber é separá-los de você e se manter distante desse processo. É criar um espaço entre você e seus pensamentos. Na meditação, ficamos um passo atrás desses pensamentos, mas não os controlamos. Não podemos saber o que vamos pensar nos próximos segundos, mas podemos, no momento presente, estar consciente deles. Quanto mais resistimos aos pensamentos, mais eles persistem - reconheça-os. É natural à mente pensar, não há nada de errado nisso. Pensamentos são como trens que param na nossa estação – apenas os perceba: se você se pegar dentro de um, apenas desça e retorne à estação. Não resista, não julgue e não critique.

  • Você não é as suas emoções. O que vale para os pensamentos também vale para as emoções. Não somos o que podemos observar, ou seja, você apenas observa, mas não pode ser aquilo que observa. Se tivesse o controle total sobre as emoções, você escolheria nunca ficar mal, não é verdade? Se você fosse as suas emoções, elas não lhe trariam nenhum tipo de problema.

Você é a consciência, a presença, o ser, a vivência. A sua natureza é a presença, todo o resto é distração. Pensamentos e ideias, emoções e imagens, desejos, medos e ações chegam, mas não são você –  você está consciente deles, você os testemunha.

Você está consciente de tudo, tudo chega a você na consciência, pois isso não existe de fato: iluminação, despertar, inconsciência ou separação. Tudo se torna uma ilusão sobre o plano de fundo da consciência.

TUDO ESTÁ ACONTECENDO NO MOMENTO PRESENTE, VOCÊ NÃO PODE FUGIR DISSO.

Você não é só o pensamento “eu sou fulano”, “eu sou meu nome”, “eu sou profissão”, “eu sou pai/mãe”. Você é o senso de presença abaixo de toda essa experiência. Deram-lhe um nome de ________, você possui um ofício de_____, você possui o papel de ______, e por aí vai.

Você apenas observa tudo o que acontece à sua volta, mas não é a identidade que faz tudo.

Para praticar:

1 - Na próxima vez em que perceber uma emoção, ao invés de dizer que você é ou está assim, diga: Eu observo a minha mente _______ (emoção).

Ex. De “eu estou triste” para “eu observo a minha mente triste”; de “eu estou com raiva” para “eu observo a minha mente com raiva”.

2 - Na próxima vez em que perceber uma dor ou desconforto, ao invés de dizer que você é ou está assim, diga: Eu observo o meu corpo _______ (desconforto).

Ex. De “eu estou com dor de cabeça” para “eu observo o meu corpo com dor de cabeça”; de “eu estou dolorido” para “eu observo o meu corpo dolorido”.

3 - Na próxima vez em que perceber um pensamento limitante, ao invés de dizer que você é ou está assim, diga: Eu observo a minha mente _______ (qualidade).

Ex. De “eu sou tímido” para “eu observo a minha mente tímida”; de “eu estou com medo” para “eu observo a minha mente medrosa” ou “meus pensamentos medrosos”.

“Observa os teus pensamentos assim como observas o movimento na rua, como observas as nuvens flutuando no céu. As pessoas vêm e vão; registra isso sem resposta (sem qualquer reação). Pode não ser fácil no início, mas, com alguma prática, irás descobrir que a tua mente pode funcionar em vários níveis ao mesmo tempo e que podes estar ciente de todos eles. Apenas quando tens um forte interesse num nível específico é que a tua atenção é aprisionada nele e os outros níveis te são ocultos. Quando você está interessado na verdade, na realidade, você deve questionar todas as coisas, mesmo sua própria vida. Ao crer na necessidade de uma experiência sensorial e intelectual emocionante, você limita sua investigação à busca de satisfação e de conforto. (E não vai à busca da Verdade). Enquanto houver um corpo e uma mente para proteger o corpo, existirão atrações e repulsões (devidos às limitações da mente individual em face de suas ilusões, suposições, crenças, cultura etc.). Existirão no campo dos fatos, mas não devem trazer preocupação para aquele que está compreendendo. O foco de sua atenção estará em outro lugar (além da mente). Não estará distraído. Este que vê o tudo isto e também vê o nada, é o mestre interior (aquilo a que damos o nome de Deus). Só ele é; todo o restante parece ser. Ele é seu próprio ser, sua esperança e segurança de liberdade: encontre-o e una-se a ele (isto é, perceba-o), e estará a salvo e seguro” (‘… a Verdade vos libertará’). A Libertação não é uma aquisição, mas uma questão de coragem; coragem de aceitar que você já é livre e de agir com base nisso”. (Do livro “Eu sou aquilo”, de Shri Nisargadatta Maharaj).

Desidentifique-se, seja livre.

Fonte: Conti outra

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