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APAE Anápolis abre Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla




Objetivo da programação é informar a sociedade para reduzir preconceitos e promover igualdade


A APAE Anápolis abriu nesta terça, 23 de agosto, a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, com o tema: “Superar barreiras para garantir inclusão”. Diversas autoridades estiveram presentes no auditório da Escola Maria Montessori, onde assistiram apresentações de alunos e assistiram a uma palestra do presidente da Associação Educativa Evangélica, o advogado Augusto Ventura.


Ele falou sobre os ganhos numa sociedade que acolhe os deficientes promovendo inclusão. “O conceito de igualdade é muito antigo e sofreu transformações. Hoje sabemos que, para haver igualdade, é preciso suprir as necessidades dos menos favorecidos, para que todos tenham acesso às oportunidades para desenvolverem seu potencial, trazendo benefícios diversos a toda a sociedade”, explicou.


O presidente da APAE Anápolis, Vander Lúcio Barbosa, falou sobre o preconceito, que ainda é uma barreira a ser transposta e que só a informação é capaz de transformar a mente das pessoas. “Quando a sociedade tem a oportunidade de saber mais sobre esse tema, as pessoas vão se familiarizando com o assunto, eliminando mitos sobre a deficiência intelectual e múltipla, acabando com o preconceito”, declarou. Ainda segundo Vander, com estímulos adequados, essas pessoas conseguem diminuir suas limitações. “Elas precisam é desses estímulos e não de serem julgadas ou privadas da vida social”, completou.


Após o almoço, mães de alunos da Escola Maria Montessori, que é mantida pela APAE de Anápolis, tiveram um dia de beleza. Cortes de cabelo e design de sobrancelha foram proporcionados pela ABBEL – Associação Brasileira da Beleza, uma entidade privada sem fins lucrativos que capacita profissionais da beleza de todo o país. “Estamos juntos para divulgar essa importante programação”, afirmou Jesiel Campos, presidente da associação.


Programação


A APAE Anápolis ainda promove outros eventos até o fim da semana. Dia 24, quarta-feira, às 8h, no auditório, haverá palestra para as famílias com o tema “Prevenção de Acidentes Domésticos”, oferecida pela ONG “Sobreviva”, através da palestrante Tatiane Felix. Às 14h, outra palestra sobre Tipos de Violência – Identificando e buscado apoio, com a palestrante Karen de Moura, do CRAM (Centro de Referência em Atendimento à Mulher).

Na quinta-feira, 25, à partir das 8h, Assistência Social da Escola, com o recadastramento do CAD (Cadastro Único).


Para participar, basta trazer os documentos originais de todos os membros da família (RG, Comprovante de endereço atualizado da ENEL, CPF, carteira de trabalho, último contracheque, certidão de nascimento dos menores, declaração escolar inclusive de CMEIS). No mesmo dia, “Café com Prosa”, com a psicóloga Eliane e um Bingo com as famílias dos alunos. Na sexta, a semana se encerra com Matinê dançante, no auditório da escola, com o DJ Renato Jaime.


A campanha


A campanha foi desenvolvida pela Federação Nacional das APAEs (Fenapaes), desde 1963 e introduzida no calendário nacional entre os dias 21 a 28 de agosto. O assunto tem como propósito, chamar a atenção da população; que apesar dos direitos e avanços até hoje conquistados por meio de legislação e políticas públicas as pessoas com deficiência ainda sofrem resistências.


Mesmo com a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) afirmando: “Toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades como as demais pessoas e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação, ainda são inúmeras as barreiras que impedem à plena inclusão para 45 milhões de pessoas no país, com deficiência. Essa barreiras são culturais, urbanísticas, arquitetônicas, de transporte, entre outras.


Porém as que causam maior impacto às pessoas com deficiência são as comportamentais. Explícitas ou não, as barreiras atitudinais como medo, rejeição, percepção de menos valia, piedade, comparação, adjetivação, baixa expectativa, padronização, entre muitos outros fatores negativos, são os que ainda mais causam a exclusão e segregação das pessoas com deficiência nos ambientes sociais.

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