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APAE Anápolis celebra Dia da Luta pelo Fim da Violência Contra o Idoso

Instituição preparou vários atendimentos para receber a turma da “terceira idade”


Entrar na chamada “melhor idade” pode e deve ser uma experiência prazerosa. Essa é a mensagem que a APAE ANÁPOLIS transmite através de uma campanha lançada esta semana por ocasião do Dia da Luta pelo Fim da Violência Contra a Pessoa Idosa, celebrado em 15 de junho. A instituição preparou panfletos e vídeos que estão sendo divulgados na sua sede e pelas suas redes sociais. Entre eles, um em que o titular da Delegacia do Idoso, Manoel Vanderik, fala sobre os direitos dessas pessoas.

Também aconteceu um evento no auditório da Escola Maria Montessori, mantida pela instituição, onde foram proferidas várias palestras. Entre elas, a do Vereador Liseux José Borges, que instituiu na cidade, através de um projeto de lei, a Semana do Idoso. Todo esse esforço tem como objetivo conscientizar os idosos e seus cuidadores sobre o que reza o Estatuto do Idoso e também formas de se garantir à essas pessoas um envelhecimento digno e saudável.

Cuidando da Melhor Idade

Durante o evento, a APAE ANÁPOLIS também divulgou que desenvolve um trabalho que visa orientá-los para que o envelhecimento seja uma experiência prazerosa. Trata-se do Projeto Cuidando da Melhor Idade. De acordo com uma das suas idealizadoras, a fonoaudióloga Karla Andrade, uma equipe multidisciplinar atua principalmente no acompanhamento, treinamento e apoio sistemático ao paciente idoso com deficiência.

Segundo ela, a reabilitação dos pacientes acontece no CER IV da APAE e envolve não só os velhinhos, mas toda a sua família. “Preparamos o indivíduo, família ou responsável no processo de reabilitação, o que previne o abandono no tratamento, garantindo assim a maior participação do idoso no seu meio social”, explica Karla. Para ela, o contexto de Pandemia do COVID-19, gerou muito impacto na vida deles, devido ao agravamento de suas vulnerabilidades física, mental e social, por serem considerados como grupo de risco, tendo o isolamento social como medida de prevenção e controle. “Se nós sofremos, imagine essas pessoas que já têm uma situação social e de de saúde mais delicada”, pontua.

Envelhecimento Saudável

Para que a experiência de envelhecer seja prazerosa, são necessários o vínculo familiar e social e o cuidado com a saúde e adaptação às atividades diárias. Por isso, a execução do Projeto tem ocorrido nessas duas frentes. Só na reabilitação auditiva já foram atendidos quase 2, 3 mil idosos. “Ouvindo bem eles afastam a depressão, uma vez que mantém sua capacidade de se comunicar”, aponta a fonoaudióloga. Quando eles apresentam algum outro acometimento físico, visual e demencial, eles também recebem acompanhamento frequente. Em algumas situações até acompanhamentos domiciliares.

Já os cuidadores e familiares são preparados para uma atuação efetiva e que não prejuque à si mesmos. É que o cuidador principal, por passar um tempo muito elevado atendendo às necessidades do indivíduo dependente, pode sofrer um estresse social, e tem como consequência o afastamento, muitas vezes, da sua própria família, dos amigos e uma limitação no seu convívio social.

Esse estresse gera os mesmos problemas que enfrenta o idoso, como cansaço, distúrbio do sono, cefaleia, perda de peso, hipertensão, insatisfações na vida social, exclusão social, isolamento afetivo e social, depressão, erosão nos relacionamentos, perda da perspectiva de vida, e maior uso de psicotrópicos. Esses fatores associados podem restringir as possibilidades de o cuidador ter uma melhor qualidade de vida. Além disso, a sobrecarga do cuidador pode reduzir a qualidade dos cuidados prestados e, consequentemente, pode afetar a saúde da pessoa que recebe cuidados.

Não faltou o sorriso e alegria de quem é valorizado

Outras atividades

A equipe da APAE ANÁPOLIS conta com fonoaudiólogos, psicólogos, técnico de enfermagem e assistente social, com atribuições de realizar atendimentos individuais, e domiciliares nas modalidades presencial ou remota (via teleatendimento), beneficiando diretamente as pessoas idosas encaminhadas pelo serviço público de saúde. Além das atividades rotineiras, a instituição também oferece outras atividades complementares como, por exemplo, palestras sobre o direito do idoso e formas de se envelhecer bem.

Segundo o presidente da APAE ANÁPOLIS, Vander Lúcio Barbosa, são atendidos aproximadamente 300 idosos por mês, sendo realizados cerca de 1 mil procedimentos, desde exames até a participação nessas atividades. “Todos nós, se ainda não somos, seremos idosos. E como gostaríamos de ser tratados no futuro? Nosso trabalho é a resposta à essa pergunta. Aqui existe respeito e uma verdadeira preocupação com essas pessoas, além da conscientização da família e da sociedade sobre os problemas que afligem os mais velhos, em especial os que dizem respeito à saúde e aos maus tratos”, declara ele.

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APAE Anápolis abre Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla

Objetivo da programação é informar a sociedade para reduzir preconceitos e promover igualdade

A APAE Anápolis abriu nesta terça, 23 de agosto, a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, com o tema: “Superar barreiras para garantir inclusão”. Diversas autoridades estiveram presentes no auditório da Escola Maria Montessori, onde assistiram apresentações de alunos e assistiram a uma palestra do presidente da Associação Educativa Evangélica, o advogado Augusto Ventura.

Ele falou sobre os ganhos numa sociedade que acolhe os deficientes promovendo inclusão. “O conceito de igualdade é muito antigo e sofreu transformações. Hoje sabemos que, para haver igualdade, é preciso suprir as necessidades dos menos favorecidos, para que todos tenham acesso às oportunidades para desenvolverem seu potencial, trazendo benefícios diversos a toda a sociedade”, explicou.

O presidente da APAE Anápolis, Vander Lúcio Barbosa, falou sobre o preconceito, que ainda é uma barreira a ser transposta e que só a informação é capaz de transformar a mente das pessoas. “Quando a sociedade tem a oportunidade de saber mais sobre esse tema, as pessoas vão se familiarizando com o assunto, eliminando mitos sobre a deficiência intelectual e múltipla, acabando com o preconceito”, declarou. Ainda segundo Vander, com estímulos adequados, essas pessoas conseguem diminuir suas limitações. “Elas precisam é desses estímulos e não de serem julgadas ou privadas da vida social”, completou.

Após o almoço, mães de alunos da Escola Maria Montessori, que é mantida pela APAE de Anápolis, tiveram um dia de beleza. Cortes de cabelo e design de sobrancelha foram proporcionados pela ABBEL – Associação Brasileira da Beleza, uma entidade privada sem fins lucrativos que capacita profissionais da beleza de todo o país. “Estamos juntos para divulgar essa importante programação”, afirmou Jesiel Campos, presidente da associação.

Programação

A APAE Anápolis ainda promove outros eventos até o fim da semana. Dia 24, quarta-feira, às 8h, no auditório, haverá palestra para as famílias com o tema “Prevenção de Acidentes Domésticos”, oferecida pela ONG “Sobreviva”, através da palestrante Tatiane Felix. Às 14h, outra palestra sobre Tipos de Violência – Identificando e buscado apoio, com a palestrante Karen de Moura, do CRAM (Centro de Referência em Atendimento à Mulher).

Na quinta-feira, 25, à partir das 8h, Assistência Social da Escola, com o recadastramento do CAD (Cadastro Único).

Para participar, basta trazer os documentos originais de todos os membros da família (RG, Comprovante de endereço atualizado da ENEL, CPF, carteira de trabalho, último contracheque, certidão de nascimento dos menores, declaração escolar inclusive de CMEIS). No mesmo dia, “Café com Prosa”, com a psicóloga Eliane e um Bingo com as famílias dos alunos. Na sexta, a semana se encerra com Matinê dançante, no auditório da escola, com o DJ Renato Jaime.

A campanha

A campanha foi desenvolvida pela Federação Nacional das APAEs (Fenapaes), desde 1963 e introduzida no calendário nacional entre os dias 21 a 28 de agosto. O assunto tem como propósito, chamar a atenção da população; que apesar dos direitos e avanços até hoje conquistados por meio de legislação e políticas públicas as pessoas com deficiência ainda sofrem resistências.

Mesmo com a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) afirmando: “Toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades como as demais pessoas e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação, ainda são inúmeras as barreiras que impedem à plena inclusão para 45 milhões de pessoas no país, com deficiência. Essa barreiras são culturais, urbanísticas, arquitetônicas, de transporte, entre outras.

Porém as que causam maior impacto às pessoas com deficiência são as comportamentais. Explícitas ou não, as barreiras atitudinais como medo, rejeição, percepção de menos valia, piedade, comparação, adjetivação, baixa expectativa, padronização, entre muitos outros fatores negativos, são os que ainda mais causam a exclusão e segregação das pessoas com deficiência nos ambientes sociais.